

A essência da liderança convida à reflexão profunda, pois toca no núcleo do que significa realmente liderar para além de cargos, títulos ou autoridade formal.
A essência da liderança não está em mandar, mas em inspirar. Um verdadeiro líder não é aquele que impõe, mas aquele que guia com o exemplo, que escuta, serve e motiva os outros a alcançarem algo maior do que poderiam sozinhos.
Liderar, em sua forma mais pura, é um ato de responsabilidade e empatia. É ter clareza de propósito, firmeza de valores e flexibilidade para lidar com as incertezas. É influenciar positivamente, cultivando confiança, visão e coragem tanto em si quanto nos outros.
Hunter (2006) afirma que um líder, na maioria das vezes, sabe como seguir: parte de sua tarefa tem sido, e continua a ser, trabalhar com pessoas para descobrir e resolver problemas, mas se os líderes terão acesso ao conhecimento e pensamento criativo que eles precisam para solucionar problemas, dependerá do grau em que as pessoas confiam neles. A confiança e o valor depositados modulam o acesso do líder ao conhecimento e à cooperação. O verdadeiro líder permite que os liderados se tornem independentes a ponto de serem gestores de si mesmos.
Segundo Hunter (2006), para que os funcionários confiem em uma pessoa como líder, ela deve seguir os seguintes passos:
ser transparente;
expressar seus sentimentos;
falar a verdade;
mostrar consistência;
preservar confidências;
ser justo e imparcial.
Liderar é, acima de tudo, fazer com que a equipe tenha uma clara visão do futuro e desafiá-la para chegar até ela. É enxergar possibilidades que outras pessoas não vem, sintonizando e integrando pensamentos, ideias e emoções em prol de um objetivo comum (HUNTER, 2006.)
Lacombe (2003) afirma que é preciso saber ser um líder antes de poder ser um gestor bem sucedido. Um bom gestor é aquele que consegue exercer e desenvolver suas competências de liderança nos mínimos detalhes, dando seguimento a um foco e cumprindo os objetivos da organização. O gestor age como líder quando:
não perde a cabeça quando às coisas dão errado;
consegue admitir erros e corrigi-los;
é claro sobre o que quer dos outros;
é otimista e positivo;
tem visão;
é organizado;
protege sua equipe de interferências;
dá um bom exemplo pessoal;
envolve os outros no processo de tomada de decisões;
regularmente elogia e recompensa as pessoas que trabalham com ele;
cumpre as regras justamente;
consegue delegar autoridade e tarefas a outras pessoas;
certifica-se de que sua equipe está bem treinada para o trabalho;
comunica-se sempre e muito;
não usa a autoridade inadequadamente;
não se esquiva de suas responsabilidades nem transfere a culpa para os outros;
evita generalidades ao assumir uma tarefa, orientando-se pelos objetivos.
Segundo Lacombe (2003), uma das diferenças existentes entre o líder e o gestor é a fonte de poder, que indica de onde emana o poder atribuído ou conquistado pelo líder e pelo gestor. Divide-se em poder do cargo e poder pessoal.
poder do cargo: é o poder tradicional, que é uma fonte externa e significa o poder de recompensar ou de punir.
poder pessoal: ao contrário, é uma fonte interna de poder, sendo basicamente uma ferramenta utilizada pelo líder.
O poder é dado ou tomado, vendido ou comprado; a autoridade, não. Para a organização o ideal é que o gestor tenha tanto o poder quanto a autoridade (LACOMBE, 2003).
As empresas têm buscado reconstruir certos paradigmas do passado, tendo como objetivo instituir novas metas e funções para a gestão.
O gestor, além de executar suas tarefas, tem como uma das maiores contribuições que pode dar à sua empresa o fato de administrar bem.