

Você se considera uma pessoa competente naquilo que faz, tanto na vida pessoal quanto no trabalho? Está comprometido com os resultados que sua organização precisa alcançar? Como avalia sua identificação com as atividades que realiza ou deve realizar no ambiente profissional?
As definições de competência enfatizam a capacidade de aplicar adequadamente conhecimentos, habilidades e destrezas, aliados a atitudes, compromissos e à capacidade integral de exercer determinada atividade. Essa compreensão se contrapõe à visão restrita do campo educacional, na qual a competência é entendida apenas como o desenvolvimento de múltiplas capacidades (Irigon, 1998).
Uma pessoa competente em seu trabalho precisa adquirir conhecimentos e desenvolver diversas habilidades que possibilitem a tomada de decisões, a resolução de problemas e conflitos e a capacidade de negociação. Trabalhar com competência significa integrar conhecimentos, habilidades e atitudes, superando o antigo modelo baseado apenas em conhecimento e destrezas (Irigon, 1996, p. 3).
No âmbito organizacional, o conceito de competência incorpora também as noções de autoridade, capacitação e qualificação. Atualmente, é comum ouvir expressões como “aquisição de novas competências”, “processos seletivos por competências” e “gestão por competências”. Esse conceito pode ser aplicado tanto às pessoas, que possuem determinados conjuntos de competências, quanto às organizações, que também desenvolvem competências próprias.
Dessa forma, torna-se essencial definir claramente as competências da empresa e das pessoas que nela trabalham, para que ambas possam alcançar os resultados desejados. A vantagem competitiva estará na organização que contar com os melhores profissionais, pois são as pessoas que têm a capacidade de gerar e buscar informações, antecipar necessidades, tomar decisões, criar, inovar, aprender e liderar.
O conjunto do conhecimento existente na organização, os talentos individuais, a eficácia do sistema gerencial e a qualidade do relacionamento com os clientes constituem importantes fontes de vantagem competitiva. Para isso, é fundamental que as pessoas desenvolvam competências capazes de atender às novas demandas do ambiente organizacional.
Do ponto de vista empresarial, o que realmente importa é o conhecimento aplicado que gera resultados, ou seja, a competência em ação. Segundo Fleury e Fleury (2000), cada indivíduo, equipe ou área deve ser competente de modo a agregar valor econômico para a organização e valor social para o indivíduo. Assim, o profissional deve atender às expectativas da organização, enquanto a organização deve reconhecer e valorizar essa competência. Podem existir pessoas competentes em uma empresa incompetente, mas não pode haver uma empresa competente sem pessoas competentes.
Nesse contexto, os líderes desempenham papel fundamental na construção e no desenvolvimento das competências organizacionais. Cabe a eles articular diferentes competências individuais e transformá-las em competências coletivas.
De acordo com Santos (2001), competência é o elo entre conhecimento e estratégia, sendo a capacidade de gerar resultados observáveis. Trata-se da habilidade de colocar em prática aquilo que se sabe em determinado contexto. Assim, a competência está diretamente relacionada às realizações das pessoas, ou seja, ao que elas efetivamente produzem ou entregam.