
Cada indivíduo se comporta de maneira distinta nas organizações. Segundo Cecília Whitaker Bergamini (1990), o comportamento humano no ambiente organizacional é influenciado tanto por variáveis individuais quanto por fatores ambientais.
As diferenças de desempenho no trabalho decorrem, principalmente, de dois fatores: das particularidades existentes entre as pessoas e das diferentes experiências de vida que cada indivíduo acumula ao longo do tempo. Por meio do trabalho, o ser humano não apenas transforma o mundo ao seu redor, mas também passa por um processo de transformação pessoal e autoconsciente.
De acordo com Maria Ester de Freitas (1999), o controle que antes era predominantemente externo passa a ser internalizado pelo próprio sujeito. Nesse contexto, o indivíduo passa a definir suas próprias metas e a comprometer-se com sua realização, enquanto o processo decisório torna-se mais participativo.
Essa dinâmica reflete uma exigência da sociedade contemporânea e das organizações modernas, que demandam profissionais com postura participativa, capazes de contribuir na definição de caminhos, assumir decisões e compreender as consequências decorrentes delas. Tal cenário reforça a necessidade de uma identidade profissional que seja ao mesmo tempo flexível e estável.
Nesse contexto, o acompanhamento contínuo torna-se um elemento fundamental para a realização de uma avaliação de desempenho eficaz. Além disso, o receio de fracassar frequentemente se combina com o desejo de reconhecimento. Quanto mais o indivíduo percebe que seus objetivos estão alinhados aos da organização, entendendo ambos como parte de um mesmo projeto significativo, mais essa relação tende a se fortalecer.