
A motivação pode, de fato, estimular um aumento na produtividade?
Segundo Robbins (1999), os valores são convicções básicas que envolvem um elemento de julgamento, baseadas naquilo que o indivíduo acredita ser correto, bom ou desejável. Esses valores possuem dois atributos principais: o de conteúdo, que define que um modo de conduta é importante, e o de intensidade, que determina o grau de importância atribuído a esse modo de conduta.
Ao ingressarmos em uma organização, levamos conosco nossos valores pessoais, que influenciam diretamente a forma como percebemos e lidamos com diferentes situações. Nesse contexto, a cultura organizacional exerce forte influência sobre esses valores, sendo importante reconhecer que eles variam de acordo com cada cultura.
As atitudes estão diretamente relacionadas aos valores. De acordo com Robbins (2008), atitudes são avaliações favoráveis ou desfavoráveis sobre objetos, pessoas ou eventos, e possuem três componentes: cognitivo, afetivo e comportamental. Algumas atitudes são adquiridas no ambiente familiar e cultural, mas, em grande parte, são desenvolvidas por meio das experiências vividas e da observação.
Essas atitudes podem ser formadas por diferentes processos, como experiências pessoais e percepções construídas a partir da observação de pessoas e situações. Quando não estão profundamente enraizadas, podem ser modificadas por meio de treinamento, educação e comunicação. Embora as atitudes influenciem a intenção de comportamento, nem sempre essa intenção se concretiza, pois fatores situacionais podem interferir.
Robbins (2008) também destaca que os indivíduos buscam consistência entre suas atitudes e comportamentos, de forma que ambos sejam percebidos como racionais e coerentes. Quando ocorre alguma inconsistência, surgem tensões internas que levam o indivíduo a buscar um estado de equilíbrio, ajustando suas atitudes ou comportamentos para restaurar a coerência.