

Segurança, saúde e qualidade de vida no trabalho são fatores essenciais tanto para o colaborador quanto para a organização. Proporcionar condições físicas e psicológicas adequadas ao desempenho das atividades laborais, além de cumprir responsabilidades legais e morais, garante um ambiente seguro e saudável. Essa postura reflete diretamente na produtividade, qualidade, comprometimento e engajamento dos colaboradores.
A qualidade de vida no trabalho na verdade é um estilo de gestão que visa melhorar o ambiente de trabalho, devem ser desenvolvidas por profissionais de recursos humanos. E a sua aplicabilidade e planejamento deve ser executada em parceria com os gestores. É um requisito básico para melhorar o desempenho dos colaboradores.
A qualidade de vida no trabalho é diretamente proporcional ao desempenho dos colaboradores, se a sua equipe está satisfeita e motivada com os processos de trabalhos adotados, alcançará a produtividade. É um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Desenvolver ações de qualidade de vida no trabalho, possibilita a redução do turnover, o aumento desse indicador representa uma ameaça à saúde organizacional. Os colaboradores ficarão mais satisfeitos o que permitirá melhorar o clima organizacional, tornando o mais leve e agradável, melhorando a produtividade, motivação, a imagem corporativa e redução do absenteísmo.
Algumas ações que permitem uma boa qualidade de vida no trabalho e aumentam os níveis de satisfação dos colaboradores são: seleção do colaborador adequado para cada cargo o que permitirá ao colaborador desenvolver uma alta performance; oportunidade de crescimento; boa remuneração salarial; flexibilização do horário de trabalho; bons relacionamentos no ambiente de trabalho com colegas e superiores; acompanhamento do desempenho; reconhecimento pelo trabalho, feedback das atividades, igualdade de oportunidades; garantia de um bom programa de benefícios e condições favoráveis de trabalho; ginástica laboral; dia de folga no dia de aniversário do colaborador; massagem laboral; ergonomia; integração social e interna.
Os processos de qualidade de vida têm sido desenvolvidos em determinados aspectos, conforme reforça Albuquerque e França (1997):
* saúde – visa o aumento da expectativa de vida do trabalhador a partir do controle de peso e de exames periódicos.
* ergonomia – verifica se o espaço físico de trabalho é adequado, se há luminosidade suficiente, se o trabalho repetitivo tem pausas adequadas, se os móveis são adequados para o exercício do trabalho.
* psicologia – cuida efetivamente da saúde mental do trabalhador, de satisfação em relação aos afazeres diários e da exposição ao estresse.
* condição de trabalho – envolve a jornada de trabalho, a carga horária e a exposição a materiais perigosos.
* oportunidades de crescimento – aspecto ligado à carreira, mede a satisfação e a expectativa do trabalhador em relação à sua função e verifica quais são as possibilidades de crescimento.
Esse conjunto de fatores visa ao equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional.
Convencer os empregadores da importância de implantar projetos assim é difícil. O investimento é alto e as empresas mais tradicionais pensam somente no lucro e na mão de obra barata, apresentam poucas oportunidades de investimento na carreira e em pessoas.
Os sintomas que indicam excesso de trabalho são:
* exaustão emocional: o trabalhador não consegue se recuperar de um dia para outro, fica exaurido de energia;
* despersonalização: o trabalhador fica distante do mundo, suas reações são frias e sem empolgação;
* diminuição da realização pessoal: há o desinteresse por tudo que o cerca, nada o motiva.
Esses são sintomas claros que se não tratados, podem levar a diagnósticos de depressão.
Nos programas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), é fundamental conscientizar os profissionais sobre a importância de cuidar da própria saúde. Desenvolver ações e programas voltados ao bem-estar dos colaboradores também é uma responsabilidade da área de Recursos Humanos.