Capital Intelectual

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Capital Intelectual

Os desafios representados pelas apreensões, competitividade, produtividade, oportunidades e ameaças tem sempre a sua origem em conhecimentos mal aplicados ou por falta de inteligência para transformá-los em solução, ou em pessoas capacitadas para utilizá-las adequadamente em um arranjo que aplicasse melhor as oportunidades e minimizasse ou suprimisse as ameaças.

Um grande empecilho para a otimização e aplicação dos conhecimentos é o medo de errar, de inovar, arriscar, descobrir e experimentar o novo. Pretende-se inovar nas empresas, porém sem assumir custos, tempo e esforços. O processo criativo de inovação exige a tolerância ao erro com prejuízos causados por falhas, com a demora para obter êxito. O autodidatismo individual requer a experimentação e a vivência, no intuito de aprender com a realidade dos fatos. Aprender é o maior objetivo, sendo o sucesso uma simples e natural consequência do processo.

O capital intelectual é considerado como um novo e importante ativo para as organizações e as empresas passaram a adotar uma nova estratégia para enfrentar os desafios que incluem os bens físicos e financeiros.

Os novos empregos são do conhecimento, pois este ativo é o mais importante para transformar os insumos e matérias-primas em bens e serviços.

Segundo Stewart (1998), o Capital Intelectual é o conjunto de bens intangíveis que compreendem os conhecimentos, as ideias e as informações oriundas do mercado e da sociedade, além dos níveis de integração e relacionamentos como clientes e fornecedores, mantidos pela empresa. Uma liderança eficiente e eficaz comanda e estrutura estes recursos, promovendo:

  • A aliança com a infraestrutura da organização;
  • A criação de sinergia entre os demais elementos;
  • A competitividade e inovação;
  • A capacitação e o desenvolvimento de competências dos colaboradores;
  • O aperfeiçoamento dos processos;
  • O direcionamento em prol da consecução dos objetivos empresariais globais.

O capital intelectual abrange um conjunto diversificado de fatores, recursos e métodos, tornando complexo o seu entendimento e diferenciação diante de tantas novas abordagens administrativas. Para facilitar o entendimento e diferenciação, o capital intelectual é composto por capital humano, capital de clientes e capital estrutural.

O ser humano é designado recurso da empresa, porém não mantem característica de recurso. O ser humano oferece os seus serviços mediante um contrato, ora está dentro da empresa trabalhando, ou fora dela, agindo como consumidor, membro da sociedade, crítico dos seus produtos.  Traz consigo um grande acervo de informações e conhecimentos acumulados, além de valores, costumes e experiências que podem ser potencializados e aplicados no alcance de objetivos individuais e organizacionais.

A empresa para contar com esse conhecimento acumulado, deve saber liderar, comprometer e motivar cada colaborador, de forma que este conhecimento seja exteriorizado. Esse conhecimento será catalogado, classificado e ordenado como o capital humano corporativo, para que possa contribuir com a consecução dos objetivos, individuais, dos grupos funcionais, dos setores e da organização como um todo.

O capital estrutural consiste nos meios para a utilização, concretização e transformação do capital humano em ativo empresarial. São métodos de funcionamento os processos de retenção e compartilhamento de conhecimentos tais como os sistemas de informação operacionais, gerenciais, executivos e banco de dados compartilhados, procedimentos e estratégias. Esse tipo de capital intelectual deve ser sempre atualizado, conforme ocorrem mudanças ambientais ou alterações nos objetivos e estratégias empresariais, mantendo desta forma a sua capacidade de se transformar o capital humano em diferenciais competitivos.

Para competir no ambiente globalizado, as empresas devem atuar como macroprocessos que captam, transformam, compartilham e, principalmente, multiplicam os conhecimentos, distribuindo-os interna e externamente. Devem se transformar em geradoras de conhecimentos e potencializadoras pelo capital privado.

As vantagens competitivas se mantem por curtos períodos, sendo necessário sua reciclagem ou substituição por outras mais atuais e tecnologicamente mais ajustadas.

O capital de clientes se expressa pela capacidade da empresa em identificar, atrair, conquistar, satisfazer e manter os seus clientes. O valor que os clientes atribuem aos serviços e produtos oferecidos pela empresa muitas vezes é bem maior que o valor físico ou funcional oferecidos. Inovação dos processos de geração do produto, produção e atendimento aos clientes, de forma consistente no tempo, para formar uma imagem de eficiência e eficácia na mente do público-alvo. Trata -se da retenção de clientes, pois não basta atrair, deve-se estabelecer um relacionamento satisfatório ao longo do tempo. Fidelizando o cliente conquistado e mais outros são atraídos, aumentando enormemente a carteira de clientes da empresa. Essa carteira e os relacionamentos têm um valor intangível grande e valioso entre os bens de qualquer empresa.

O bem mais precioso das empresas é o conhecimento, pois é por meio dele que serão idealizadas e analisadas as questões negociais das empresas e dos empreendedores. O conhecimento permitirá a verificação das condições e possibilidades das atividades e ações em um negócio. Intelectualidade é o que mais se precisa, atualmente, embora a gestão intelectual praticamente inexista, mesmo nas grandes empresas.

As empresas devem acrescentar a sua capacidade de criar, desenvolver, disseminar, reter e aplicar novos ativos de conhecimento, para que possa almejar um acréscimo de competitividade.

O capital intelectual compreende um conjunto de fatores que serão mensurados em conformidade com os objetivos da empresa.

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